Arquivo para Julho, 2007

Sexta-feira, 27 de Julho, 2007

Este blogue está-se a preparar para ser multilingue.

Expressão que me provoca bocados de asco à mistura com uma saudável libidinagem.

Ó Trilby! (Hoje é dia de visitar os amigos)

E que tal, enquanto descansas bem e aproveitas esse time-off, se eu mudasse aqui o template e acrescentasse um fedora lá em cima? Era assim tipo uma dor de simpatia por te andarem a partir a casa toda e sempre embelezava aqui a gasolineira.

Um movimento blogosférico pró-chapéu!

Que dizes?…

ma ~ 0:28h | Blogue-a-dias

Konnichiwa! (Hoje é dia de visitar os amigos)

Shitsurei shimasu

O-genki desu ka, Vareta dono? :)

Oisha-san ni mite moraitai desu…

Sore dewa Matta né!! :)

ma ~ 0:17h | Blogue-a-dias
Quinta-feira, 26 de Julho, 2007

Hoje é dia de visitar os amigos.

Tu já viste bem a foto que usaste, Ana?…

ma ~ 19:49h | Blogue-a-dias

Um amigo dissertou há pouco sobre a velhice…

… E eu, que pouco ou nada me apetece discorrer sobre o assunto, , até por razões óbvias, só me restam as sensações rápidas. As reacções que tenho a determinadas situações. Os arrepios no fígado.

Algumas, por mero exemplo, são de profunda desilusão e tristeza. E depois vem o desinteresse pelo que acontece nesses casos, como capa e escudo para a defesa da nossa santa paciência.

É que, para mim, o que realmente se lapida ao fim de certo tempo, é a falta de tolerância para “birras”. A falta de telha para aguentar os “incêndios” de reacção que temos, por exemplo, quando somos mais jovens e mais instantâneos — genuínos?.

É velhice, talvez, ou mero sentido prático. O tempo começa a faltar para perdê-lo com coisas assim.

Isto é mais um post de reacção; de “incêndio”, quiçá. Afinal, serei ainda novo demais…

Sexta-feira, 20 de Julho, 2007

Foi de noite.

Desliguei-me.

Era noite, estava sozinho e deixei-me desligar. Não houve um zumbido com descida de tom ao fazê-lo. Simplesmente olhei fundo para o horizonte negro de uma noite feia e deixei reduzir as rotações silenciosamente. Deixei, porque já conseguia fazê-lo ou não me desligaria, por certo; desliguei-me porque me apetecia, o que me fazia sentir uma larga adversidade.

Na verdade, desligar-me é das mais árduas tarefas a que me coloco e raramente a consigo levar a cabo. Nunca fui mesmo capaz de me abster, deprimir e sentar ao canto. Na verdade, não gosto de cantos. Os cantos são-me alheios; espaços que não compreendo e que nunca os tomo como meus. No canto, sinto-me irrequieto. Fugidio. Não lido com a falta de lógica intrínseca. Dilacera-me as vísceras, apagar-me e deixar-me estar.

Sentia um retumbar de tempestade, nada se ouvia, percebia só aquela pressão no fundo do tímpano e o subir da pulsação levantava-me a ansiedade, sugava-me o fôlego e alimentava-me o desespero. Não tinha sido pela discussão que tinha tido, nem tão-pouco a falta de tempo para carinhos que se acumulam qual o pó nos livros azuis da colecção do Público.

Não era nada disso, mas se calhar era tudo. E tudo andava a ser demais. Temos épocas tão intensas e insuportáveis, que só merecem um poste estéril; um pensamento etéreo.

Senti a perda de uma possibilidade, desligando-me. Podia ter sido Alexandre ou Beatriz. Eu cederia, eventualmente ao “Beatriz”, com alguma persuasão.

Podia ter sido tanto, ou nada. Podia ter sido o que quisesse, porque o que eu queria era querer. Nos quereres, está uma vontade difusa, que se prende às sensações da altura, da possibilidade de ter ou não ter.

Por isso desliguei-me à noite e para ela voltarei outro dia, quando — adverso a tudo — simplesmente me apetecer.

ma ~ 0:30h | Moleskine