Ando ocupado. Comprometi-me a ter objectivos definidos. Ao tentar incluir-me como recurso do meu cronograma cotio — merda reles e desinteressante, que é como quem diz para viver a vida à laia de repartição de finanças. Dizia eu que, através desta “coisa”, tento fazer com que este ano produza resultados financeiros estimulantes a outros projectos que me são queridos. Que me são essenciais e, além de tudo, que me são especiais.
E vai daí — gosto de usar esta expressão — vai daí que escrever coisas interessantes, aqui no “coiso”, tem passado, tacitamente, para “segundo plano”.
Vá, um segundo plano sucede sempre a um primeiro, mas não quer dizer que seja menos importante. Aliás, vivemos deles, dos planos, e de como passamos elementos da nossa vida através deles. Se passamos bem ou mal, “vai daí” e as nossas relações ressentem-se desse facto mesmo sem querer. Mesmo sem podermos fazer algo acerca disso.

Mas não se pode confundir.
Poder fazer algo até podemos, mas entra em franco e directo conflito com outros planos. Outras intenções.
O problema é óbvio. Só nós, individualmente, sabemos o conteúdo leitoso dessas intenções, sendo quase certinho que acabaremos por causar azia a muitas relações a quem atribuímos um plano diferente do que estas desejariam. O problema é óbvio, mas não consegue ser simples
Para todos os efeitos, o que eu queria mesmo era um bom plano para gerir estes planos. Estes estratos finíssimos de hóstia quebradiça, que são todas as nossas relações de amizade, inimizade, negócios, companheirismo, amor e loucura.
Falta-nos algo, quem sabe, se calhar é candura.