A propósito disto e de outras coisas, pensei um pouco em tomar algumas resoluções de ano novo.
O S&C esteve em vias de se apagar permanentemente, eu estive em vias de me afastar temporariamente e a gata Tita está em vias de engordar, embora estranha mas comedidamente.
Quanto a isto, nada de grave.
Consoante a memória vascular e pulmonar deste corrompido organismo de carbono, espero que o meu plano de voltar a fumar se esfume. Conto encontrar algo que julgo perdido há quase 15 anos. Não sei o que é nem onde anda, mas espero que não passe por aí para descobrir. Para já, todas as tentativas a que compenetradamente me cometi, saíram com bocados alternados de asco com vómito. Para quem me conheceu bem, isto é bastante estranho. Nem um Romeo Y Julieta guardado em cuidada humidade tropical, deixaram que o meu palato voltasse a apreciar o “prego”. Portanto, quanto a este método de eutanásia mascarado de panaceia para “a coisa perdida”, penso que o posso riscar do moleskine.
Li alguns blogues de que gostei muito. Encerrei as visitas a alguns blogues que desapareceram ou me entristeceram. Conto voltar a uns quando eles regressarem, quando a moleirinha acordar ou, pelo menos, arrefecer da febre bubónica. Sim, bubónica, com todas as referências às partes médicas e púbicas que possam transparecer. Conto adicionar mais, interessantes; de pessoas, provavelmente, não tão boas pessoas, mas definitivamente interessantes. Conto apagar outros.
Leio quem tem, de uma forma ou de outra, algum foco e cada vez mais me atrai o género bucólico. Deve ser da época, do frio ou novamente do asco. Sei lá… A probabilidade de estar grávido, mesmo com a grande improbabilidade, podia explicar muita coisa.
Quanto ao Natal, foi um bom Natal. Quentinho, como desejava — que o caraças da minha casa própria é fria como o bacalhau de molho. Outra coisa que está na hora de mudar.
As crianças, essas, riram e a Inês, lá em casa, deu berrinhos a cada embrulho que desbravava. No final, é só isso que se mostra importante e ficamos perdidos de todas a azafamas mazelentas quando os vemos nestas alturas. Ganhamos alguma inocência perdida, que é emprestada da deles, mas não é mau que assim seja. É das únicas formas que a reavemos, nem que seja apenas por uns instantes.
No hábito da abstracção ganhamos mais um bocadinho de saúde e talvez nos dê alento para mais um ano em bem.
Sobre outras realidades, mais ou menos filosóficas, mais ou menos engraçadas; sublimadas ou corroídas, ainda vai correr algum texto.
Mas, por agora, que se lixe. Até aos Reis ainda é Natal e os guinchos da minha sobrinha, embora não me paguem a gasolina do carro, sempre me dão vontade de correr por aí fora.
Até já, vou calçar os ténis.