Arquivo para Agosto, 2006

Terça-feira, 22 de Agosto, 2006

Agora não, pá!

Isto lá é hora de um gajo de bem andar a postar!

ma ~ 2:51h | Blogue-a-dias
Segunda-feira, 14 de Agosto, 2006

Os Bichos

Não era mau que Miguel Torga tivesse escritos sobre outros, que são mais reais e inevitáveis do que eu poderia admitir.

Comprovo, agora, que há coisas que vêm mais com a idade do que com a circunstância.

Ultimamente tem sido uma zamborrada de vontades e quereres, que tanto me eriçam os cabelos a jeito de gato acuado, que me sufocam de desejo pela santa normalidade.

Tenho o bicho da rádio, o bicho da música, o bicho das letras, o bicho do trabalho, o bicho da conversa, o bicho das pessoas, o bicho do bicho! A vontade de ter vontade!

Pensando bem, ando é a precisar de um elixir amnésico. Ou talvez de antibióticos. Essa imaculada ironia de meter bichos que matam os bichos. Os pequenos seres invisíveis e desnecessários à anormalidade de voltar a querer mais.

ma ~ 16:13h | Blogue-a-dias

A famosa e tão aguardada resposta ao «Inquérito da Trilby», ou talvez não…

A Trilby lançou-me a brincadeira e eu, com sangue do Douro urbano, que não me desfaço de um bom exorcismo nem que se me pegue alguma coisa bichosa, retraio-me nos meus cuidados para divulgar taras e obsessões que não só tiram anos de luz à senhorinha como também uns quantos pêlos à gata. Enfim, então vá:

«Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do “recrutamento”. Ademais, cada participante deve reproduzir este “regulamento” no seu blogue.»

  • Assobiar alegremente a Tarantella sempre que me dou às lides da culinária, particularmente, quando utilizo orégãos — não interessa o prato.
  • Ler mais do que escrevo — agradeçam a Deus… Ou a mim — insultando-me em voz alta por não ler mais do que a conta actual.
  • Fazer o ponto anterior sem nexo ou premeditação, e em repentes de tremores inusitados, enquanto leio.
  • Entrar nas Caixas Expresso do Modelo (Máximo de 15 unidades), a rebentar de vaidade com exactamente 16 unidades de produtos comprados — nem mais, nem menos.
  • Na verdade, raramente consigo ser sincero. Mesmo quando sou sincero, cada poro mente, com oculta insinceridade, qualquer realidade que seja sobre a minha pessoa — mesmo quando é verdade, é uma verdade relativa, quase sempre intensa, mas quase sempre inverdade.

Não vou postar a música daquele gajo popularucho — outrora de cachinhos morenos um quanto abichanados. Podem parar de ler.

Hoje é segunda-feira, pá. Em vez de muitos andarem a mandar petiscas para o mato ou a assar chouriços no Gerês, não deviam estar a tentar produzir uma nova forma de suicídio?

Um blogue, pá! E que tal um blogue?

ma ~ 8:52h | Blogue-a-dias

É já a seguir!

A antecipação! O fulgor! A loucura!

ma ~ 8:47h | Blogue-a-dias
Segunda-feira, 7 de Agosto, 2006

Ao fim de alguns anos a olhar para isto…

… Começo a descortinar que a segunda-feira de blogues, nem sempre é um bom dia para blogues.

ma ~ 21:58h | Blogue-a-dias

Quanto mais me bates…

A família é uma estrutura social curiosíssima.

Se por um lado temos a fatal audácia do incondicional amor cego e militante, por outro, temos uma temível coragem na preponderância pelos odiosínhos fatelas, pelas chicotadinhas subtis, que flagelam, que erigem egos em falaciosos aprumos de maldizer.

É, realmente, uma linha muito fina, aquela que separa as emoções.

E viver no mundo destas emoções, passa por ser lascivamente delicioso.

Que curioso é ver que tantos se lambuzam nesta rapadura de gangrena tenebrosa, amando e odiando a anormalidade da mais segura estrutura social que conhecemos inatamente.

É dormir com um amigo inimigo e odiar amando, tanto com uma admirável vontade, como com um repelente carácter, que nos veste em fragmentos de fraque de alfaiate inacabado.

Isto tudo, porque são muitas as vezes que ficamos, inevitavelmente, como diabéticos esfaimados sentados no limbo, a segurar um pacotinho de açúcar com a palavra: «família».

ma ~ 17:34h | Família, Moleskine
Sexta-feira, 4 de Agosto, 2006

Está em desuso, that’s what it is!

“Projecto de naming“?
Naming?!

Esperem lá…

NAMING?!

Mas quem pensou no pomposo letreiro que adornava as telhas risonhas e orgulhosas dos vermelhinhos e companhia, terá sido a mesma criatura senciente que se lembrou da graça maior: «Caixa Centro de Talentos»?

Já que aquela “Caixa” é imprescindível, não podiam tirar dali o “Centro”? Será pela virtude?

Ou será que além de provocarem o desuso a um substantivo directo da língua morta como o “nomeação”, também pretendem fazer o mesmo à cabecinha dos pobres criativos desempregados no país?

Eh, pá! Naming?…

ma ~ 22:30h | Blogue-a-dias