Duelo de Titãs
Dois gigantes. Uma nova estirpe de preocupações.
Alguém sairá vencedor.
Dois gigantes. Uma nova estirpe de preocupações.
Alguém sairá vencedor.
… Ocorre-me reconhecer que foi parte essencial do incentivo que me levou à música. Uma boa parte.
Reconheço agora, tardiamente, tal como muitos concorrentes do dito, que nunca tive muito jeito prà coisa.
Ou «À procura da Felicidade».
A felicidade é utópica. É madrasta. A felicidade tanto existe numa mudança como numa garrafa, numa linha, num jogo, num livro, numa música, num filme ou numa bicicleta. Num outro ou numa outra.
Existe em tanta coisa que, muitas vezes, é uma vergonha perceber que ela nunca existiu em nada mais do que dentro de nós.
Apenas aí é que termina a busca. Essa busca que nunca termina, porque nós somos enormes. Somos esguios e, mentindo sem escrúpulos, é connosco que conseguimos ser mais desonestos.
Concordo com ele. É uma caixa pequena. Tão pequenina que a puta da caixinha é mesmo difícil de encontrar. Mesmo quando ela está aqui. Algures por aqui.
É com alguma avidez que resmungo ao lixo televisivo, enquanto masturbo o comando em ciclos infinitos de quatro exercícios e, primitivamente, pontapeio o raio da caixa à espera que os carinhos me resolvam os estragos que o vizinho andou a fazer na antena exterior.
É com a mesma avidez que prevejo exactamente o mesmo comportamento, mas desta vez com mais 40 canais, comentadores políticos acéfalos e com uma boa qualidade de imagem muitas vezes deteriorada por técnicos incompetentes.
É com algum autodesprezo que reconheço que mal posso esperar.
– «Allez, Cavaco, Allez!» — berravam eles, incertos no coro e pouco esclarecidos na telha.
Desta feita, Cristiano Ronaldo é acusado de violação, Mário Soares tem um blogue de apoio com uma imagem de forte analogia a um video-jogo, Dias da Cunha demite-se, Paulo Bento, o ex-jogador, treinará os lagartos, a gripe das aves reclama mais alojamento para bactérias refugiadas e o rodízio lixou-me o tratamento anti-kompensan (r).
Não fosse a faltinha que o sarcasmo guardado me faz à tripa para términos digestivos, ainda referiria a porra do novo imposto para comprar o carrito e que eleva a carga fiscal à tripla tributação.
Se voltar a optar por uma sessão de sci-fi sobre qualquer outra película-drama-da-vida-real potencial ao “Óscar”, ai de quem me censure.
Agradeço toda a colaboração dos digníssimos visitantes deste blergh. Já foi encontrada uma nova toca. Pequena e aos preços exorbitantes da Capital. Ao menos será quente. Se não for, faça-se por isso.
Assim, há quem rejubile de felicidade e quem sinta a mais pura e portuguesa das saudades. São fados. Apenas fados. ;)

Algo bizarro nesta coisa de diminuir e crescer é que ontem fui ao AMC e vi o Serenity.

Acompanhando com uma quantidade razoável de pipocas, mais uma mínima de refrigerante — quantidade que evite a mijinha do quadragésimo minuto de fita — e uma mente arejada, garanto 119 minutitos de pura diversão.
Ora, eu admito que me diverti imenso. Se isto é diminuir, já tenho meio caminho andado. Boa!
Imensos blogues acabaram, imensos blogues começaram e muitos apenas prosseguem. Fico contente por uns, triste por outros e displicente por muitos.
A perspectiva da Dimensão persegue-me.
E a noção da pouca vontade que tenho em actualizar a lista de linques também.
Com a licença de V. Exas.
Procuro apartamento em Lisboa. Pequeno e jeitoso, ou seja, em conta. Portanto, barato e, no mínimo, com espaço para um sujeito meio gajo, de metro e oitenta e magra carteira se conseguir estender.

Agradeço contacto através do endereço de correio deste blogue ou caixa de comentários.
Com isto, agradeço pela atenção.
Este blogue prossegue dentro de 20 pixeis. Mais pixel menos pixel.
Desta vez deixei passar bastante tempo antes de escrever sobre um filme. Deixei porque calhou. Se não tivesse calhado, teria escrito, mas é um facto que não teria calhado tão bem. Assim, neste sentido pouco apoteótico, um sentido que encerra os resíduos que nos ficam destas obras que retratam a realidade sempre com uma fiabilidade relativa, vou tentar explanar com tenra habilidade o que fica desta película. O que realmente me ficou de Hotel Rwanda.
Sinto o que vi como uma clarificação na minha perspectiva da relatividade na dimensão humana. Do quanto nós conseguimos diminuir e, então, crescer e renascer. Renascer não com o brilhantismo da Fénix, mas com o esplendor dos grandes feitos humanos.

Don Cheadle teve um dos grandes papéis da sua carreira. Azo para que pudesse demonstrar um grande feito de um pequeno homem. Um homem que cresceu. Que renasceu.
Um filme sobre o nada a que chegamos quando a ganância e a vontade de vingança nos devora. Um filme sobre o tudo o que podemos ser, quando nos despimos de nós próprios e estendemos a mão na dinâmica da nossa própria Dimensão.
Não vejam o filme que lá está. Vejam apenas aquele homem pequeno. E, com ele, cresçam. Se necessário, renasçam.