PostSecret
Descobri há pouco que adoro bajular, com lamechice, perfis de amigos na web.
É assim a modos que uma boa, confortável e viciosa penitência para agnósticos.
Descobri há pouco que adoro bajular, com lamechice, perfis de amigos na web.
É assim a modos que uma boa, confortável e viciosa penitência para agnósticos.
“Lembrar de escrever sobre a inutilidade de acabar blogues pessoais.”
Existem coisas de que não se foge. Coisas que, escritas ou não, são entranhas. Ou então, se não são entranhas, basta não pensá-las. Assim, não chegarão à escrita, nem ao dano, nem a nada.
… Carmona até teve a sorte dos astutos. Com quase todos os modelos de telemóvel a fazerem-se acompanhar de uma máquina fotográfica paparazzi embutida, o homem teve o bom senso de guardar o dele no bolso.
Ou seja, além de engenheiro, também é “fino” — o que não pode deixar de ser uma preocupação pròs alfacinhas.
… Fui ao arraial da Nossa Senhora Das Dores ™ odiar a entrada do Euro.
Um passatempo burguês que me faz ficar horrores de contente!
“Eu tenho um amigo do qual gosto muito. Antes de ser um grande profissional, é um grande sentimentalão.”
Ora, esta frase é um problema complicado que envolve a matemática entediante de tentar reflectir o que somos natos e, naquilo que fazemos, o quanto isso nos torna e influencia.
Se sou pedreiro, será habitual assumirem alguma brutalidade na minha pessoa, que é necessária para a prática da profissão. Ao que, ser pintor — de quadros, atente-se — já pede alguma sensibilidade que pode roçar as grandes dores de alma, castrantes de lóbulos, à simples paixão carinhosa de um ser meigo e afável. Amistoso ou não. “Boa pessoa” ou não. Mas meigo e afável para o que se direcciona.
Sendo assim, a receita de apreciação de alguém, não querendo ir pelo simplório/romântico “somos tudo o que fazemos e vivemos”, é essencialmente derivada da interacção que temos com o que essa pessoa demonstra. Para nós, individualmente e para um colectivo.
Sem embargo, uma grande parte daquilo que recebemos é visceral. Na maior parte das vezes, até se pode confiar nesse instinto.
Pouco importa, portanto, o quociente de cor, homo ou heterossexualidade, paneleirice, influência ou capacidade de profissão, se alguém for simplesmente: “um gajo porreiro”.
Há que fazer por sermos “gajos porreiros”, na mais pura definição que vemos naqueles que gostamos. Com muita consciência, sobretudo. Ingenuidades à parte, ficando uma boa metade concluída, o resto poderá vir depois.
Tudo isto, partindo do pressuposto que não é mau de todo termos já uma metade. Mas destas, qual seria a preferível?
A resposta, não sendo fácil, é determinante ao problema.
Conheço um gajo altamente sentimentalão.
Acima de tudo, adoro-o por isso.
Acima de tudo, merece os meus parabéns por isso.
Em apenas 3 anos, a blogosfera mudou e transformou-se, quase sempre abruptamente — passe-se a aparente analogia. Nem tudo é JPP.
Destruiu, construiu e, às vezes, evoluiu.
Parece-me que se move mais pelo desconforto natural da coisa tecnológica, que pela procura da erudição na mastigada tese da coisa humanística. Tudo isto não deixa de ser um bocado amaricado — passe-se a aparente homofobia. Nem tudo é latente.
Contudo, vejo alguns imponderáveis. Que insistem; que duram. E então? Há que haver alguns tristes contentes. E, ainda assim, há que haver boa leitura, não é?
… que, nas mudanças, as paredes se pintassem por si.
Enfim, não se pode ter tudo.
Após um retiro nada espiritual e muito pouco espirituoso, consegui voltar acompanhado dos normais dislates, tão reflectidos por pena de uma paciência excessivamente crítica, excessivamente observadora e um quanto, tanto quanto pode, injusta pela parcialidade de um cérebro maçado.
Percebe-se?
Ora bem. Estou de volta. Um bocado corrosivo e muito mais corroído, destinado a sublimar, a jeito de destilação viperina, tudo o que me passou nestes últimos tempos.
Psicologicamente, assim por dizer, estou na minha metade menstruada.
Respiro fundo…;
Uma imagem de energia positiva…:

E adiante!
… Que está calado. Parece e está, não nego.
A verdade é que estou em mudanças. Verdade das verdades: em mudanças profundas.
O SeC vai ter casa nova.
E ao menos que alguém a tenha, ora bolas.
Um vero até já. Vero veríssimo, fica prometido.