Arquivo para Junho, 2005

Sábado, 25 de Junho, 2005

Nota à(s) entidade(s) sobre-humana(s) — para efeitos póstumos.

Caro Amigo,

Se foi o arrependimento que me levou à sua presença, e com a esperança que o seu preceito seja aquele que me garante outra oportunidade, se não for muita maçada, queria ser Buda, por favor.

Ou Vaca. Vaca, vendo bem a coisa, olhando bem à minha volta, também não ia ser muito mau.

Do seu pródigo servo, com elevada — realmente elevada — estima,

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ma ~ 12:51h | Sublimado & Corrosivo
Terça-feira, 21 de Junho, 2005

De forma…

… A justificar a promoção do meu afastamento de tudo, tenho apenas os miúdos maiores de devoção que têm sido entregues ao novo trabalho.

É que eu, nesta inconstância de ser, preciso mesmo disso.

Justamente para o provar, aliás, ainda hoje, durante um pequeno intervalo, deu-me para voltar a sonhar. E, a sonhar, bloqueei-me a tudo para pensar num nada. Um nada habitual, em que até gosto muito de pensar.

Assim foi. Foi a pensar neste nada, entre uma edição de bolso do Pessoa em cima da mesa de café e a tosta mista, astuciosamente colocada ao seu lado direito, que estabeleci a analogia d’”O Nada inchado de Tudo o que falta”.

Uma analogia natural, mas que se pressente; que é intensa. Uma semelhança que existe entre ler Pessoa num tasco Matosinhense asséptico de tudo e trabalhar, do início, num ambiente completamente estranho aos olhos, indicadores e polegares.

Às vezes, há uma certeza de carência que implode no raio da evidência que tal verdade é incongruente. Um novo trabalho é sempre confuso, pá. É sempre novo.

ma ~ 22:02h | Blogue-a-dias, Moleskine
Sábado, 18 de Junho, 2005

De pressão social II

– Are you in medication or something?
– No, Ghawd, everybody asks me that! I’m just high on life!

Lucille in «Bye Bye, Love».

De pressão social

Não havia Pepito... :(
«I will never blend in. I have a broken blender.»

Pepito, O camaleão in «Dr. Dolittle 2».

Eu falei, juro!

Mas, entre upgrades e downgrades, agora, no fundo da área de administração deste blogue reza o seguinte: «1.6-ALPHA-do-not-use».

O que é um gajo de bem; um gajo catolicamente educado, apostolicamente instruído e religiosamente descontinuado pode fazer?

ma ~ 10:42h | Blogue-a-dias
Sexta-feira, 17 de Junho, 2005

Finalmente!

Dia de blogosfera! E de blogue, caso seja tempo. Ainda não falei com ele, logo digo. Logo, logo!

ma ~ 10:19h | Blogue-a-dias
Terça-feira, 14 de Junho, 2005

Blog-up somewhat-striped-down comedy

Da secção católica do “Porquê? ou Ratzinger explica religião a comediantes

Porquê que, derradeiramente, no relativismo do destino, Zezé Camarinha e o Pipi serão dolorosamente rotos?

«(…) Quem vive pela espada, pela espada morrerá.», disse Jesus.

ma ~ 12:11h | Blogue-a-dias
Domingo, 12 de Junho, 2005

Fim-de-semana!

Limpeza, aniversário, cabidela, amigo, dois dedos, churrasco, amigos, oito dedos, lixo, gata, miau, comida, miau, gata, prato, miau, blogue, roum… espera… blogue, roum… espera, calma!…

Na dois, dança…

Lindo!…

Eh, pá!… É que… Olha agora! Muita giro!…

ma ~ 23:52h | Blogue-a-dias
Quinta-feira, 9 de Junho, 2005

Assim como assim…

… Quem diz “biltre” para um homem, na opcional separação do género, sempre pode dizer “trepadeira” prà mulher — assim por dizer.

“A César o que é de César” e a botânica sempre amacia um bocado.

ma ~ 17:59h | Blogue-a-dias

Isto não tem nada a ver…

… com quem diz que me inveja “isto e aquilo”, quando ele próprio foi inspiração, por sempre o ter feito muito bem, por ter um real talento, para “isto e aquilo”. É caso para dizer que este tipo de biltragem um gajo até gosta e devolve.

No revés da coisa, é do tipo que honra.

ma ~ 16:56h | Blogue-a-dias

Levam a laivos de ódio profundo!

Tão-somente pelo simples facto de fazerem por ser impossível não se gostar deles. Além de serem levados da breca, ainda por cima, usam-no bem. Usam-no muito bem! A técnica do lampejo na interacção é apuradíssima, são vários e vários anos de instrução social na tão eficaz “mão pelo pêlo”. Escreveriam o livro, caso uma oficina os descobrisse — e descobrem tantos, que mais um ou outro não ocupava espaço na prateleira — digo eu, não sei.

São pessoas que se especializam na arte da bajulice, nunca deixando de ter a admiração dos que os rodeiam, ainda que se apercebam. Conseguem, com forma simplista, criar amizades cúmplices, levando as vítimas a uma falsa confiança, concretizando todos os objectivos que se cometem a atingir. Nós desculpamos, que até são gajos porreiros, têm piada, historietas e tal; «Favor? Não é favor nenhum, afinal somos amigos, não é?». Finalmente, quando não lhes interessa, dotados de uma mestria inigualável, resolvem muito bem com um sóbrio repúdio o que já está a mais. Tive várias experiências com este curioso género de biltre, ainda tenho, e ainda gosto odiando, consoante o caso.

Não é preciso estranhar isto do gosto odioso, que é uma coisa tão natural e despiciente de perspicácia como todas as paixões — as primeiras, dirão alguns, que o casco sempre vai maturando alguma coisa.

Caricato, é notar que todos nós temos um pouco desta biltragem, empacotando e passando o género do primeiro termo. Todos nós, em dada altura da vida, sorrimos à senhora da tesouraria ou piscamos o olho ao senhor “guichet” na EDP, ou não tivéssemos todos um qualquer patrão com mal de horário intestinal que nos obriga à celeridade de coelho bravo — e aqui se distanciam as pessoas, pela forma como resolvem a sua diligência e o quociente de biltragem que usam para o fazer. Afinal, tudo tem uma táctica, que pode passar pelo biltre marcar o orgulho ostentador de um grupo de pessoas, ou outra, pelo transparecimento da real filha da putice que o caracteriza. Que o “especializa”, perdoem-me os critérios vãos, que ninguém merece tal incauta redução.

À parte, recordo a minha avozinha, descanso tenha, que me chamava impostor a cada acto de carinho que ultrapassasse o beijo rápido e respectiva bênção, pregando-me ainda com um carinhoso cachaço, quando era o caso de beijos caprichados.

Adorava-me, a minha avó, tal como eu, que retornava a adoração. Sem cachaços.

Afinal, são os biltres e nós, também.

Que fazer? Odeia-se, claro. E ama-se. E vive-se com isso. Os “guichets” serão “guichets” e os biltres, enquanto isso, serão biltres.

ma ~ 16:38h | Moleskine

Para quem se questiona…

… àcerca do erro de normalização nas referências bibliográficas deste blogue, deixo aqui o motivo. Uma ideia que uso como minha, mas que não é: nunca conheci alguém superior à sua própria obra. A grandeza da obra, aliás, é inversamente proporcional à do seu autor. É indispensável que assim seja. Dá-lhe valor.

Não quer dizer que seja uma boa ideia, claro está, no entanto, mera grafia é o mínimo que posso fazer por algo que gosto.

ma ~ 15:12h | Sublimado & Corrosivo
Quarta-feira, 8 de Junho, 2005

Ainda a quatro, simples, para treinar:

Des-com-pli-car!
Va-lo-ri-zar!
Sur-pre-en-der! En-der! En-deeeeeeeer! — vai!, contratempo!

ma ~ 16:23h | Blogue-a-dias
Terça-feira, 7 de Junho, 2005

Razoabilidade

Arroganticida

“O interesse do teu ego, ainda que inchado sobremaneira, com a inevitabilidade da relação de importância na ocupação dos sólidos num dado espaço e no mundo em geral” ou então: “Arroganticida”.

ma ~ 18:45h | Blogue-a-dias

:D

Debian
ma ~ 15:59h | Canivete-suíço

É pena…

… mas estou sem tempo.

Sem tempo para rabiscar sobre avanço do Mac para a Intel, para os 6×86, e para sorrir, brandamente divertido;

Sem tempo para injuriar Alberto João, quiçá, até chamá-lo de quase filho da puta — quase. Sem tempo, nevertheless;

Sem tempo, ainda menos tempo, para notar que o País arde-me. E dói-me, ano após ano, on and on;

Sem tempo para blogar ou talvez postar, muito menos, moleskinar;

Sem tempinho para responder a reptos que mereceriam telefonema. Este blogue é um bocado pessoal para essas coisas. Tem um nada de mim. Um nada de um nada, mas um tanto que é o suficiente para não o fazer. Desculpa, é que estou sem tempo.

Tenho só um tempo, um naco lacrimoso dos quatro, para uma piadinha triste: ontem convidaram-me para ser professor de viola.

ma ~ 10:50h | Blogue-a-dias
Segunda-feira, 6 de Junho, 2005

Cette chose c’est…

… Un écheveau de laine.

Mais je résisterai au tricotage!

ma ~ 9:40h | Canivete-suíço
Sexta-feira, 3 de Junho, 2005

Eu sabia…

Qu’esta merda — sorry my french — de programar em francês não podia dar bom resultado.

 

Your Brain is 66.67% Female, 33.33% Male

Your brain leans female

You think with your heart, not your head

Sweet and considerate, you are a giver

But you’re tough enough not to let anyone take advantage of you!

 

Via o Incrível Blogue das Trutas.

ma ~ 14:12h | Blogue-a-dias
Quinta-feira, 2 de Junho, 2005

Não é bem por isso,…

… Por nunca ser tarde demais. É mais porque nunca é cedo o suficiente. Ou vice-versa, que é o caso, o do antagonismo da coisa, topas?

ma ~ 12:41h | Sublimado & Corrosivo

Na categoria: “melhor post político dos últimos 2 anos”

ma ~ 10:50h | Blogue-a-dias, Catarse
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