Sábado, 6 de Agosto, 2011

Os patos; …; o post maior.

Este post estava aqui como rascunho há uma série de anos (8,6,5 penso eu…). Não pode. Pimba! Carrego no publish assim à maluco. Hoje sou tão diferente…

Dou por mim, uma grande parte das vezes, a querer alhear-me do mundo; rebentar a tiros de caçadeira nas paredes e imaginar que tudo desaparece num limbo de acre e pó, mas de forma suave e cremosa. Táctil. Uma sensação que só se obtém ao esfregar espuma de capuccino entre o polegar e indicador, mas sem um único toque entre eles. Tirando a aparente badalhoquice, é uma boa experiência.
Há algum tempo, fiz um trabalho para uma dita designer de moda. Tinha que redesenhar os gatafunhos rascunhos da senhora no computador. Habitualmente, tenho por hábito descontrair num café que existe aqui perto, no parque da cidade. Coisa que chamam a meia dúzia de centenas de metros quadrados com um lago e uma série de cisnes negros de bico vermelho. Chamo-lhes patos. A eles, às gaivotas, pombas e qualquer outro tipo de ser voador que paire naquele sítio justamente dotado pela natureza e pelo Sr. de Macacão Verde que cuida daquilo. É um lugar ímpar, com pouca verdade. Um oásis, para exagerar. O trabalho envolvia a vectorização daqueles coisos num programa adequado para o efeito. Uso o Illustrator, mas o Freehand é mais rápido. Dexei de usar o Corel há uma série de anos. E agora está-me mesmo a dar para o Inkscape e para o Xara. E para o Gimp.

Já tinha dito que fui uma espécie de designer gráfico um dia? Pois não fui bem isso. Fui também, de forma mais ou menos convencional, uma série de coisas. Algumas envolvem palavrões.

É um trabalho fácil, mas moroso para quem conhece os meandros da coisa. Um simples tracing não resolve o problema, só quando o desenho é bom. E temos que fazer, muitas vezes, todo o trabalho de desenho, não excluindo reanalisarmos as medidas, simetria e detalhe de forma ridiculamente aborrecida. São horas imerecidas. Desenhar rendas. Rendas! E rendilhar. Nestes trabalhos, não misturo imagens e vectores. Fica um mau trabalho misturar as duas coisas. Pôr rendinhas tiradas de um scan e misturar com linhas lisas e vectoriais é paradoxal. Ou ridículo.

Lá no parque há um hotspot wifi. Ainda assim, acho que 5€ por mês é caro. É uma maravilha levarmos o trabalho connosco e dar-mos avanço às coisas a ouvir Tony Carreira, Ágata e Emanuel. Eu uso headphones e ouço outro lixo. Bom lixo, no entanto. Este trabalho surgiu numa quinta-feira ao final da tarde, por intermédio de um amigo, para tentar desenrascar a preocupada senhora que teria de apresentar em Paris — soube mais tarde que afinal era Lisboa — 34 desenhos, de 4 colecções, na segunda-feira seguinte. O parque é recente. Tem um relvado invejável, mas que raio de ideia a de plantar carvalhos, pá. Aquilo demora uma eternidade a crescer. Não há sombra no parque. É um parque aberto ao sol e desconfortável para ler nos bancos do que se intermedeiam pelos caminhos vestidos de paralelos. Não há sombrinha nenhuma. Uma seca.

Parque da Cidade

O trabalho teria que estar pronto no sábado. Eu avisei que dois dias — sexta e sábado — era um prazo demasiado curto e que tinha outros clientes a quem tinha também que prestar contas. É claro que para esses, grande parte, nunca querem saber dos problemas e necessidades dos outros. No entanto são capazes de se reunirem em prantos caso um fornecedor em comum lhes falhe um dia no prazo. Ele falhou um dia e é um sacana. Eu gosto de prantos madalénicos porque são libertadores. E gosto do nome Madalena. E da música. Também gosto de observar os patos. Alguns deles, as gaivotas, são volantes menos apreciáveis. Outro dia, vi uma atacar uma pobre pomba à bicada, a jeito de «sai do meu caminho que sou maior». Os Ford Fiesta não voam. Não largam cagalhotos de óleo na maldita da gaivota, numa vingança negra e viscosa no inverso, menos proporcional, da esbranquiçada. É uma injustiça natural. A senhora então pediu muito, porque precisava muito, porque o trabalho era muito importante — algum alguma vez não o é? — e até me lembrei que ela vinha de um amigo. Nunca se deixa mal um amigo. Acima de tudo, quando se lembram de nós nestas alturas.

Então vá. Vamos a acertar preços. O meu preço à hora é este, multiplicado pelos 34 desenhos, no pressuposto que cada um demorará uma destas unidades, dará este valor:

— Ah, não! É muito caro, [introduzir sotaque brasileiro aqui] esse trabalho é só para desenhar o que já tá feito e o que é mesmo caro é a parte criativa, eu giro uma fábrica e tenho custo…

O café do parque também oferece tomadas para dar-mos de beber ao portátil. O meu portátil ainda é abstémio, mas dá umas fugidas. Dar de beber à borla é bom. Principalmente depois da conta de 120€ da EDP. Considerando que era uma pessoa conhecida, em situação especial, decidi em clara excepção da regra, baixar o preço para metade. Ficava prejudicado,mas não me aborrecia muito. Normalmente, não gosto de me aborrecer com essas coisas. Sou um bocado parvo.

Os cisnes negros foram oferecidos por algum samaritano generoso e enfeitam bem a paisagem. Eram só dois. Agora são aos molhos. Os cisnes negros de bico vermelho devem ser patos com uma vida sexual muito feliz. É pena que não comam o raio das gaivotas.

Após algum tempo a negociar:

— Ok, ______, vamos fazer assim, deliberamos um preço por desenho, será muito abaixo do que ganho, mas como é uma situação excepcional, faço-lhe isto a um quarto do preço à hora por desenho. Ficamos em x e meio [50 cêntimos] por desenho.

Parvo.

— Está muito bem. Então vai levar esse desenho [introduzir mexer em montes de papelada sarrabiscada de rascunho aqui] para ver o que consegue fazer. Vai levar também esta renda para “escanear” e depois fechamos tudo. Fica então a x por desenho.

— Não, ______, ficamos em x e meio [50 cêntimos] por desenho.

— Isso! Ó ______, pega aí um pedaço de [introduzir termos técnicos abrasileirados sobre costura absolutamente incompreensíveis para mim] para aqui o m|a levar. Olha, meu querido, queria fazer as coisas aqui no sábado que era para nós vermos o papel, a capinha e essas coisas.

— Tudo bem, então veremos isso no sábado. Entretanto, amanhã trarei amostras de papel para escolher que, para estas apresentações, sempre é melhor os trabalhos seguirem com um aspecto mais elaborado.

— Isso, então trás assim p’ra eu ver e depois escolho. Mas não quero fotográfico! Não é preciso tanta coisa. Ficamos então a x, né?

x e meio [50 cêntimos]!, ______, ficamos em x e meio [50 cêntimos]!

— Ah, isso [introduzir aqui um sorriso de soslaio por parte da cliente, compreensível apenas por quem já entendeu o tipo de negociação que estava a decorrer].

— Ok, então. Logo ou amanhã receberá um exemplar por email e depois venho cá para combinarmos o resto.

Lá fui à labuta e trabalhei madrugada fora para cumprir com a celeridade que a situação exigia. Tinha então esta Sra., às 2:30h a.m., um mail na sua caixa com o desenho de amostra em anexo. E lá fui eu prà caminha. A ver o telemóvel reparo que tinha telefonemas falhados e compromissos com outros por cumprir, que não querem saber da urgência de mais ninguém. Ainda pensei uma última vez na gaivota e na minha gata assanhada e arreganhada ao pescoço do bicho e lá descansei com este pensamento feliz.

O parque agora tem um bebedouro, para quem gosta de cloro fresco com cuspe alheio, e os putos lá andam, a dar pão aos patos e a jogar PSP. Hoje não há piões. Acabaram-se as nicas justiceiras em pião invasor e, cada vez mais, o melhor da porrada infantil é com Ninja Gaidens ou o Medals of Honor. Mas não se pode dar nicas num Ninja. Eles são mal humorados por causa do refluxo e não percebem destas coisas de outrora.

O trabalho ficou então decidido, após rápida conversa na fábrica da Sra., ficando determinado que eu iria fazer aquilo que conseguisse, no pouco espaço de tempo que restava e voltaria, no dia a seguir, para dar acabamentos finais e utilizar a impressora desta para a saída gráfica. Tinha levado duas amostras de impressão em papel fotográfico e matte-heavyweight. Ela preferiu o papel normal por que os outros eram muito caros e elaborados demais para o efeito [?!].

Lá trabalhei o dia de sexta-feira e madrugada de sábado a dar-lhe nas rendas e nos pontinhos em cuecas, strings, boxers, sutiãs e camisinhas, alguns estampados com um padrão de “onça” esverdeado. Nunca vi uma “onça” verde, mas já vi um elefante sem tromba. Pobre do bicho, não podia tocar ao sino para abarcar uns amendoinzitos mas lá vivia como podia, espero eu, com algum bem-estar e sem perigo de ver um dia o semblante estampado na roupa interior de uma qualquer transeunte ou tratadora. Os pombos são animais giros e úteis que têm pouco protagonismo neste post.

De portátil encavalitado e remela lavada com um duche de 12 pingas, sábado de manhã, como combinado, estava eu a apresentar o trabalho que tinha conseguido a custo de algum sono. Coisa complicada para quem não lhe pode dar na cafeína e no cigarro como antigamente. Os sapos do pântano, atrás da escola primária, explodiam a fumar as beatas que se encontravam perto dos bueiros pelos putos ariscos, que tinham piões maiores e menos nicados. Nunca ouvi falar disso acontecer com uma gaivota. É pena.

— Vamos então arranjar aqui uma área de trabalho? — dizia eu, de catana, a tentar desbravar entre linhas, rendas e caixotes do “escritório” de 3m2.

— Sim, arruma aí isso. Mas deixa tudo como estava, senão a _____ depois não consegue trabalhar.

— Sim, esteja descansada. Onde posso ligar à rede.

— Rede?

— Sim, precisava de um acesso de rede…

— Acho que aqui não tem disso.

— Ok, não há problema, eu posso ligar a impressora directamente. Tem os drivers desta impressora?

— Ai!, isso tá da mão da ______, deixa ver se encontro… É isso aí?

— Não, isto é outra coisa — adiantaria explicar o quê?

— E isso?

— Hum… Também não…

— Hum…, deixa ver… [introduzir aqui pessoa, de catana, a tentar desbravar entre linhas, rendas e caixotes um pseudo-armário onde tudo estaria arrumado direitinho]

— Acho que não tem.

— Bem, se tiver acesso à net, sempre posso descarregar, mas não deve ter os drivers deste ADSL, não é? E a password…

— Pois… Ei! Mas eu pensava que você ia trazer tudo impresso de casa!

— Mas… [eu, confuso] tínhamos combinado imprimir aqui, por causa dos acabamentos não era?

— Ai!, não, não… O que ficou combinado era você trazer os desenhos impressos, por causa de eu ter ainda que escrever as informações na grelha… [Blah, blah, blah... Enfim, não gosto de me aborrecer com estas coisas]

— Ok, ______, então vou imprimir tudo e volto. Antes, no entanto, vamos ver se está tudo certo aqui no portátil.

— Ah!, tá muito bem, já acertou aqui o vestido, olha que eu quero essa grelha igual à que te dei, tudo direitinho!

— Sim, está exactamente igual. Conservei tudo e ainda acertei as margens e espaços da paginação antiga que estavam errados.

— Ah!, sim, mas quero exactamente como estava a outra [introduzir aqui pessoa confusa, surreal -- talvez míope -- a olhar o desenho que era exactamente o que pedia].

— Sim, como pode ver aqui, está exactamente igual.

— Sim, isso, querido!

Não adianta desenvolver mais o diálogo, que incluía algumas mudanças ao estampado da pobre “onça” verde e pouco mais.

— Muito bem, então combinamos para o final da manhã ou para a tarde.

— Sim, estarei cá até ao meio-dia, ou então à tarde, às 16:00h estarei cá na fábrica.

— Ok. Até logo então.

A mais pura forma de zelo, é sem dúvida o zelo de progenitor. A forma cuidada e carinhosa com que observo a mamá cisne [pata] a cuidar dos seus filhotes é digna de qualquer documentário dominical da National Geographic. Disseram-me que, em tempos, o parque teve patos por lá semeados [os reais, de nome], mas «os caxineiros» deram cabo de todos — habitantes do lugar “Caxinas”. Local muito mediático há bem pouco tempo, por tristes razões — e foi por isso que puseram os cisnes. Eu cá também gosto de arroz de pato. E pato com laranja, embora prefira um bom borrego assado. Ou de caldeirada. As caldeiradas têm em mim uma função que dá lugar à cafeína de antigamente. Acorda-me e levanta-me a pressão arterial. E adormece-me, pouco depois, com o exagero das idas ao tacho.

Dezenas de cópias eram regurgitadas pela velha Epson, já cansada e meio entorpecida por anos de provas de cor, maquetas, relatórios, manuais, facturas, avisos, guias, livros, contos e mais uma catrefada de coisas que a bem ou a mal lhe enfiava pela gaveta das filas de impressão. Ela pouco se importava, a jeito de orgulho dos clássicos, lá fazia o trabalhinho que lhe era encomendado quer lhe apetecesse ou não. E os desenho saíam, eram corrigidos, voltavam a sair, eram conferidos e voltavam a ser impressos a alta qualidade.

São 13:00h. Telefono à cliente, ainda com um desenho para acabar, a confirmar — já um pouco descansado por a ver a luzinha de mais um trabalho concluído com sucesso — que estaria lá pela tarde, como tínhamos combinado.

— Ih! Miguéu [aprendi a detestar o meu nome naquele sotaque], estive aqui até agora à sua espera!

— Mas, estavamos combinados, caso eu não aparecesse de manhã ficaria tudo para a tarde. Peço imensa desculpa se percebi mal.

— Ah!, agora vou almoçar e estarei aqui logo às 16:00h [duh!].

— Ok, ______, já tenho tudo quase terminado e corrigido. Estarei aí logo para lhe entregar o trabalho.

Acabei de tirar as impressões finais e conferi, desenho a desenho, com ajuda preciosa de uma assistente especializada, todo o trabalho.

Pasta ao ombro, chaves na mão, 16:00h e lá me dirigia para a cliente com tudo finalizado. Fui um pouco a medo, tenho que confessar, mas aprendemos a desconfiar de certas atitudes com a experiência e algo me dizia que esta vez ia ser uma daquelas que me iriam dar mais trabalho do que desejaria.

Enganei-me. Afinal a cliente conferiu os desenhos e tudo estava certo e conforme o que desejava. As 2 colecções foram entregues, com algumas folhas extra que antecipei que poderiam ser necessárias e lá a maratona acabou em bem.

— Você ensina como se desenha em computador?

— Por norma, não, mas posso abrir uma excepção. Dependerá dos horários e da carga de trabalho que terei na altura, mas podemos combinar qualquer coisa pós-laboral.

— É que eu queria desenhar como faço no papel… Há forma de desenhar no computador? É que toda a gente gosta dos meus desenhos [mostra-me mais rascunhos em catadupa para eu ver a belíssima qualidade de traço com que a Sra. era prendada -- esterei a ser um pouco mauzinho, provavelmente]

— Claro, pois, com certeza. Tem desenhos interessantes. Para si o melhor seria utilizar uma tablet e desenhar directamente num programa. Se quiser posso lhe fazer uma prospecção desse equipamento.

— Ah, também queria um portátil, mas queria comprar tudo na ______ que eu tenho um crédito de x lá no cartão.

— Hum… Ok, eu posso ver um equipamento de referência adequado a um ilustrador e depois a Sra. tenta arranjar na loja que pretende.

— Isso! Era isso mesmo. Você põe tudo num papel e eu vou lá!

Enfim, mais trabalho, mas muito mais no âmbito daquilo que faço, o que me fazia descansar melhor.

Era um final de tarde macio e o sol ainda me confiava uma ida ao parque para sorver descafeína quente. Fiquei de entregar a factura na semana a seguir. Estava tudo certo e negociado, não havia pressa. Eu não gosto de muitas pressa porque ela é inimiga da perfeição. Eu não gosto de inimizades, muito menos de arranjar problemas entre a pressa e a perfeição. A harmonia é bonita e admirável e eu gosto de bons amigos. Além do mais, a grande maioria dos clientes, na hora de pagarem, também não gostam de pressas — fenómeno usual, que interessa pouco ser investigado.

Um dia vou contar como acabou esta estória. Acabou mal, mas a estória, em boa verdade, nunca foi o objectivo deste post.

Cortem em 4, misturem as partes e façam paste no notepad.

Vá, é preciso explicar tudo?

Sexta-feira, 5 de Março, 2010

Ela é assim, e será assim sempre que quiser.

Mas nem por isso penso que deva dizer já que ela é.

Ela está a ser. E vai ser cada vez mais.

Devagar, aprenderá que ser, é um esforço suave. Determinado, mas quase sempre se desliza mais do que se trava.

Já existem tantas paredes bem duras para isso…

Tem piada, ela. É virtuosa, penso. Ou se não for, certamente respeitarei que seja meramente decidida a ser. A ter ideias e decisões. A questionar-se e a mim. Espero que me questione imenso.

Tem um rabinho duro, e arrebita-o para fora como se já aceitasse que um pequeno empurrão é apenas o que necessitamos para não cairmos no damage control sucessivo.

Eu penso que percebo bem de damage control. Eu acho que somos amigos. Mas andamos sempre zangados.

A Diana, tem tudo para ser o que quiser, naturalmente.

Tem, acima de tudo, alguém que a vai indicar sempre na direcção de todas as simples questões como esta.

Ou deixá-la ainda mais confusa.

Mas, aliás, se ela se decidir a ser confusa, não importa nada.

;)

ma ~ 3:02h | Olha
Sábado, 20 de Fevereiro, 2010

Leio tanto por aí…

Que mais vezes tenho esta certeza:

Mais importante que uma resposta clara a uma questão pertinente, mais urgente é a razão porque é colocada a questão em primeiro lugar.

É críptico?

Não, até é claro.

ma ~ 15:31h | De pressão social
Domingo, 20 de Setembro, 2009

Reconciliação

Afastei-me de ti, pá. Queria sentir saudades.

Deixei secar o tinteiro e que uma aranha malandra te protegesse da caca das moscas.

O vermelho do teu template está quase amarelado e o azul esbatido quase me sugere figadeira. Vá, não amues, sim? Trago xarope de abóbora e mezinhas revitalizantes para te espevitar o XML. Adjectivos pródigos e substantivos apetitosos.

Traria mais, se mais não se fizesse do tanto que te aguça o apetite.

Não trago.

Não te dou.

Debito.

Olá mundo!

ma ~ 0:40h | Blogue-a-dias
Sábado, 19 de Setembro, 2009

Hoje

É um dia particularmente especial.

ma ~ 12:54h | Blogue-a-dias
Segunda-feira, 14 de Setembro, 2009

Pois bem

Este blogue está agora definitivamente aberto.

Sábado, 7 de Fevereiro, 2009

Este blogue está fechado indefinitivamente.

ma ~ 15:07h | Blogue-a-dias
Sábado, 5 de Julho, 2008

Ants Marching

He wakes up in the morning
Does his teeth, bite to eat and he’s rolling
Never changes a thing
The week ends, the week begins

She thinks, we look at each other
Wondering what and the other is thinking
But we never say a thing
And these crimes between us grow deeper

Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die

Goes to visit his mommy
She feeds him well
His concerns he forgets them
And remembers being small
Playing under the table and dreaming…

Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die

Driving in on this highway
All these cars and upon the sidewalk
People in every direction
No words exchanged,
No time to exchange when…
All the little ants are marching
Red and black antennae waving
They all do it the same
They all do it the same way,
Candyman tempting the thoughts of a
Sweet tooth tortured by weight loss programs
cutting the corners
Loose end, loose end, cut cut
On the fence, try not to offend
Cut cut, cut cut

Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die

Lights down, you up and die.

É o Dave Matthews.

Ao fim de mais de meio ano, no tanto que poderia escrever, posto a minha primeira letra de uma música. E posto não só porque quero…

Sexta-feira, 25 de Abril, 2008

Este blogue também agradece. Ano IV

25 de Abril de 1974

ma ~ 21:39h | Blogue-a-dias
Segunda-feira, 24 de Dezembro, 2007

É natal, é natal, e eu até posto mal!

A todos os meus queridos, queridas e fedelhos, o mais quente e feliz dos natais!

Vá, não atropelem renas.

ma ~ 13:51h | Blogue-a-dias
Sábado, 3 de Novembro, 2007

O neo-ateísmo

Eu leio e escrevo. Por esta ordem cronológica, acabo por ler mais do que escrevo e deixo o tempo passar.

Mas já passou tempo demais. E o tempo ocioso, conforme passa, menos se oferece a nós e mais valioso se torna. Tornando a nós, numa desajeitada responsabilidade, a necessidade de o tornarmos mais rentável e quem sabe, em clara contradição, menos valioso. É muito satírico pensarmos que trabalhamos para obter tempo menos valioso. No entanto, basta pensar para que objectivo final o fazemos, e o que faremos quando o tivermos, o tempo — e as possibilidades para o ter. Eu enrolo um bom bocado estas as questões pseudofilosóficas, eu sei.

Quem me conhece bem, sabe mais do que bem que eu questiono tudo. E dentro da questão, até questiono o direito de a ter em várias situações especiais. Não me considerando de forma alguma um céptico, até me faz cócegas assumir-me como um curioso.

Nisto, na coisa das questões, parece-me muitas vezes que arrasto uma puberdade intelectual anos a fio. Diversas alturas, sem me consentir a questionar as crenças individuais de outros, autorizo-me a questionar a intolerância de muitos. Unicamente, porque a intolerância castra definitivamente o direito à questão — até de questionar a questão — lavrando a talhe de foice o direito a ser um bocado parvo.

Atenção! Este blergh tendo o direito a ser corrosivo, não lhe confere o direito a ser intolerante — muito menos ofensivo. Eu escrevo parvo, mas sou carinhoso ao fazê-lo.

Tendo isto em conta, convido à reflexão sobre a intolerância e cá venho eu escrever sobre religião.

– Aha!, ma! Apanhamos-te! Lá estás tu a convidar-te para ser espezinhado e comentado pela aristocracia de esquerda, como sacana descrente da crença ateísta blogosferiana que és!

Ninguém diria isto assim. Nem em forma, nem em conteúdo. Isto sou eu a pensar do outro lado. Tenho muitos lados.

No entanto, porque reconheço a minha inaptidão para tal discussão, a discussão profunda que gostaria de ter, e a pureza de pensamento para aceitar que certas merdas se apreendem — apreendem, não “aprendem” — não com o erro de pensamento, mas com alguma simples aceitação de outras formas ver as coisas, deixo o teor disto à batalha de opiniões que já está escrita por todo o lado.

Também tenho uma opinião, claro, que não subscreve totalmente este artigo do Theodore Dalrymple, mas o aceita em grande parte. E quando me der para tal, talvez um dia mais tarde, quando a minha puberdade intelectual estiver no seu pico, a meio, ainda escreverei umas linhas sobre a minha percepção.

Portanto, Carlos, mano by choice — eu cá gosto é de manteiga, com sal — via o novo blogue do maradona, passou-me isto pelos olhos. E eu, conhecendo-te um bocado, e tu sabes que até te conheço um bocado, tenho estado a observar-te nesta nova postura com alguma isenção nos julgamentos de opinião que tenho sobre os Ateístas. Ou Neo-ateístas.

E tu até sabes bem o que penso. E está aí para o meio destas crenças todas. Entre o tempo que tenho e o que eu pago para ter, valioso e menos valioso. Como também todo o pensamento comum.

E não sou religioso, não senhor. Nem Ateu. Nem muito ignorante.

Lá está…

ma ~ 18:14h | Blogue-a-dias
Sexta-feira, 19 de Outubro, 2007

E olha, com este…

Lá vão cinco!

Mais outro. ;)

ma ~ 23:59h | Blogue-a-dias
Quinta-feira, 20 de Setembro, 2007

Os blogues do Oculto

Lá está! Vês?


You Belong in Amsterdam


A little old fashioned, a little modern – you’re the best of both worlds. And so is Amsterdam.
Whether you want to be a squatter graffiti artist or a great novelist, Amsterdam has all that you want in Europe (in one small city).
ma ~ 10:58h | Blogue-a-dias
Terça-feira, 14 de Agosto, 2007

Ó Ana! (Hoje ainda vai a tempo de ser um dia para visitar os amigos)

Toma lá um fartote:

ma ~ 15:00h | Blogue-a-dias
Quarta-feira, 1 de Agosto, 2007

Auto-desencontros

Sinto-me estranhamente pesado quando reconheço que ainda me conseguem magoar. Parece que quebro um compromisso com a minha autoconfiança; que traí o melhor dos amigos.

Ainda que a amaldiçoada balança me diga que estou cada dia mais leve, o peso etéreo da minha consciência alerta-me sempre para o facto que a cada dia devo revestir-me com mais ferro. Mais couraça. Tornar-me algo mais daquilo que nunca consegui ser, mas que tenho de me obrigar.

E se há alturas que decido despir o caraças da armadura, lá vêm os quilos da culpa atormentarem-me o equilíbrio que já devia ter em maior quantidade.

Já era altura de me tornar menos criptográfico.

Já era altura de ter mais juízo.

Sexta-feira, 27 de Julho, 2007

Este blogue está-se a preparar para ser multilingue.

Expressão que me provoca bocados de asco à mistura com uma saudável libidinagem.

Ó Trilby! (Hoje é dia de visitar os amigos)

E que tal, enquanto descansas bem e aproveitas esse time-off, se eu mudasse aqui o template e acrescentasse um fedora lá em cima? Era assim tipo uma dor de simpatia por te andarem a partir a casa toda e sempre embelezava aqui a gasolineira.

Um movimento blogosférico pró-chapéu!

Que dizes?…

ma ~ 0:28h | Blogue-a-dias

Konnichiwa! (Hoje é dia de visitar os amigos)

Shitsurei shimasu

O-genki desu ka, Vareta dono? :)

Oisha-san ni mite moraitai desu…

Sore dewa Matta né!! :)

ma ~ 0:17h | Blogue-a-dias
Quinta-feira, 26 de Julho, 2007

Hoje é dia de visitar os amigos.

Tu já viste bem a foto que usaste, Ana?…

ma ~ 19:49h | Blogue-a-dias

Um amigo dissertou há pouco sobre a velhice…

… E eu, que pouco ou nada me apetece discorrer sobre o assunto, , até por razões óbvias, só me restam as sensações rápidas. As reacções que tenho a determinadas situações. Os arrepios no fígado.

Algumas, por mero exemplo, são de profunda desilusão e tristeza. E depois vem o desinteresse pelo que acontece nesses casos, como capa e escudo para a defesa da nossa santa paciência.

É que, para mim, o que realmente se lapida ao fim de certo tempo, é a falta de tolerância para “birras”. A falta de telha para aguentar os “incêndios” de reacção que temos, por exemplo, quando somos mais jovens e mais instantâneos — genuínos?.

É velhice, talvez, ou mero sentido prático. O tempo começa a faltar para perdê-lo com coisas assim.

Isto é mais um post de reacção; de “incêndio”, quiçá. Afinal, serei ainda novo demais…

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